Ele a leva para passear no começo do namoro. Uma confeitaria. Eles compram doces. Ele, com sua mania irritante de não perder nunca a piada, pede pra que ela cheire sua torta, simulando estranheza. Ela o faz. Recebe então uma tortada de leve no nariz. Ela chora. Diz que está em um momento difícil. Ele fica pasmo. Não esperava essa reação. Imaginava um sorriso, ao menos.
Ela conta para suas amigas o ocorrido. Elas não acreditam que ele fez isso.
Ele conta para seus amigos o ocorrido. Eles não acreditam que ela caiu nessa.
Os amigos sempre tomarão essas posições. Os amigos dele são amigos dele. As amigas dela são amigas dela. Independente do que aconteça, de quem leva ou quem dá a tortada.
Então eles sabem que existem coisas que não podem ser partilhadas. Eles aprendem as diferenças. E continuam indo na confeitaria.