Ele olha para a parede negra e descobre frestas de onde sai uma luz confortável e segura ele esteve parado lá cerca de um ano e meio atrás procurando entender mas não entendia apesar do formigamento causado pelo chá insinuar que a resposta estava lá mas ele ignorou. Depois de um ano viu cores rosas de produtos lindos e inúteis líquidos tudo líquido cores vivas machucam os olhos queimam a retina e têm gosto de peixe. Tiká. Ouvia sobre uma casa podre e se sentiu em lugar algum sem nada. Sentiu que ali não era seu lugar mas que também seu refúgio não existia mais. Amaldiçoava tudo em parceria. Ficava lá ouvindo aquela angústia juvenil hipócrita explodindo para todos os lados mas sem nunca olhar para seu próprio umbigo bonito. Sentiu que não havia mais lugar nenhum. Um lobo da estepe olhando para a casa da vizinha e seu pinheirinho nada fazia sentido e aqueles eram dias em que não sentia graça alguma de ficar cuspindo fogo com sua metralhadora falsa e frágil. Sentiu que ele comeria peixes multicoloridos durante anos e anos e que tudo que ele ouvia não passava de peixes coloridos escorrendo pelas bocas coloridas de pessoas igualmente coloridas. Quis pintar-se de branco virar um gato mas tudo era logo posto pra baixo intitulado de ridículo e colorido por vozes mais coloridas ainda. Estava no lugar errado andando para trás e fazendo cara de anjo mas com pés de curupira. cuspia ódio e água gelada.
Agora espera por novas cores e eternas interpretações do que virá. A moça lhe manda um beijo fotográfico congelado pra sempre. Lembra do cachorro da dona da banca de revista da cidade onde passava as férias de janeiro e fica triste porque talvez ele esteja morto. Pensa nas rugas e nas flores de cerejeira tão lindas mostrando o quanto a vida é breve.
Tão pouco e tanto ao mesmo em um dia triste e frio agora detentor de uma felicidade transbordante e era só uma pergunta sem valor tornado-se gigante e não me trazendo aquela avalanche que acaba comigo. Só um sorriso e a pergunta se tudo isso é real e as risadas as risadas. Tudo tão perfeito.
Aguardo mil anos
Se for o caso.
Aguardo mil anos
Se for o caso.
P. e o L.
Ficaria feliz se eu seguisse essa lógica obtusa
E quisesse apenas conforto.
Meu coração não grita por socorro
Mas meu corpo todo me fala
do que necessito.
Seria bom se eu visse que tudo isso é carência
Desejo de me encostar em algum canto.
Não.
A besta ri e me mostra os dentes.
Eu grito, grito.
Ninguém vem.
Pago a conta do analista
pago alguém para ouvir meus urros.
A besta não deixa de rosnar
Me olha vermelho
E ri sarcástica.
E quisesse apenas conforto.
Meu coração não grita por socorro
Mas meu corpo todo me fala
do que necessito.
Seria bom se eu visse que tudo isso é carência
Desejo de me encostar em algum canto.
Não.
A besta ri e me mostra os dentes.
Eu grito, grito.
Ninguém vem.
Pago a conta do analista
pago alguém para ouvir meus urros.
A besta não deixa de rosnar
Me olha vermelho
E ri sarcástica.
Passado
Espero por um jab certeiro.
No queixo.
Estou pronto pra cair.
Me vem com fórmulas.
Inesperadas.
Que não me perturbam.
Ao contrário.
Diz que sou seguro demais.
E que escorre algo de mim
Que atrai.
Minha
Personalidade magnética.
Não posso mais esconder quem eu sou
Sou isso aqui. Alguém que colocava
bombas no proprio rabo.
Ou se enfeitava de dândi pobre.
Insuportável.
Me transformo.
Cheio de feridas
e medalhas de guerras distantes
Não há como não deixar
o tempo envergar as costas
e abrir os olhos.
E aquela ladainha chata
que saia da minha garganta
- cessou
meu ouvido
já
ia pular pra fora
do meu corpo.
Gratidão.
Sou grato e quero que a tristeza morra hoje
Não vale nem a pena fingir-se de triste
Para escrever algo que será esquecido
quando uma varredura geral
apagar minhas memórias digitais.
santo brecht,
me perdoe por ter ignorado meu passado
eu sou isso que se transformou nisso mesmo
que eu vejo.
lavoisier. proponho um brinde.
No queixo.
Estou pronto pra cair.
Me vem com fórmulas.
Inesperadas.
Que não me perturbam.
Ao contrário.
Diz que sou seguro demais.
E que escorre algo de mim
Que atrai.
Minha
Personalidade magnética.
Não posso mais esconder quem eu sou
Sou isso aqui. Alguém que colocava
bombas no proprio rabo.
Ou se enfeitava de dândi pobre.
Insuportável.
Me transformo.
Cheio de feridas
e medalhas de guerras distantes
Não há como não deixar
o tempo envergar as costas
e abrir os olhos.
E aquela ladainha chata
que saia da minha garganta
- cessou
meu ouvido
já
ia pular pra fora
do meu corpo.
Gratidão.
Sou grato e quero que a tristeza morra hoje
Não vale nem a pena fingir-se de triste
Para escrever algo que será esquecido
quando uma varredura geral
apagar minhas memórias digitais.
santo brecht,
me perdoe por ter ignorado meu passado
eu sou isso que se transformou nisso mesmo
que eu vejo.
lavoisier. proponho um brinde.
Quando acorda quer agarrar o dia
pelos chifres e abatê-lo
a sangue frio. com as mãos
levantar o coração pulsante
e esfregar o sangue no rosto
e em lençóis brancos
demais.
Quer que o dia se estenda
para ver cores só ali possíveis
dourados mágicos. gostos doces.
ouve, no meio, lá dentro
ressoando como bronze
por anos.
embalando
os sonhos.
se rasgam. prologando a manhã
que bate lá fora.
incessantemente.
sem dó.
pelos chifres e abatê-lo
a sangue frio. com as mãos
levantar o coração pulsante
e esfregar o sangue no rosto
e em lençóis brancos
demais.
Quer que o dia se estenda
para ver cores só ali possíveis
dourados mágicos. gostos doces.
ouve, no meio, lá dentro
ressoando como bronze
por anos.
embalando
os sonhos.
se rasgam. prologando a manhã
que bate lá fora.
incessantemente.
sem dó.
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