Coração de plástico

Sou um coração de plástico que compõem hits inócuos para um verão bahiano que nunca chega.
Uma sombra de um homem que some dia a dia.
Não posso oferecer nada, nem conselho, nem copo d'água.
Não tenho dinheiro nem alma. Sou o resquício de um tempo que se foi.

Sou um demônio sem coração que compõem músicas distorcidas para inspirar a queima de igrejas na Noruega.
Uma sombra que espia os homens todos os dias.
Posso oferecer de tudo, planos diabólicos, sangue quente de galinha.
Tenho dinheiro e compro almas. Sou a estrela da manhã brilhando sempre forte.

Sou um cardiograma que compõe beats eletrônicos para festas de fetiche em Amsterdam.
Um impulso elétrico que movimenta o mundo desde o início.
Ofereço apenas minha eletricidade, meu ritmo ofegante, o pulsar.
Tenho vidas e ignoro as almas. Sou eu que permito que os homens meçam o tempo.

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