Odiava a aritmética, a física e a geometria desde cedo.
Sabia-lhes o envolvimento com a ordem natural das coisas.
Repugnava-lhe como os números eram frios e adivinhavam colisões, desbotamentos e rupturas.
O tempo adotou os algarismos como filhos.
Sentia falta da falta de sentido.
Saudade daquele linguajar sem palavras, onde tudo estava exposto através de gestos.
Previa finais de semanas felizes, odores nas roupas, sabores restritos.
Tudo com os olhos
Pergunta para seu sobrinho.
O que significa isso, e aquilo, e esse outro.
Ele respondia que tudo significava nada.
Mas essa lição logo é esquecida.