A culpa é do mundo. Não de suas mãos que ainda empunham o martelo. Nem mesmo de seus golpes constantes naquele pedaço de concreto, outrora notadamente duro e inquebrável. A culpa é do mundo, que lhe ofereceu sabores díspares. Enfiou-lhe tudo na boca sem encontrar resistência, misturando paladares e lhe dando um hálito horrível de discórdia e paradoxo.
A culpa é do mundo. E se o mundo, sabe-se lá por quais motivos, reorganizasse todos os cacos que jazem no chão, não titubearia em desferir golpes ainda com mais força, sob essa peça moída, pela qual chora em silêncio e com ódio.

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