Tenho uma inveja patológica das coisas mais medíocres.
Ainda invejo aquele eu que não existiu
Lavando o carro do pai em um domingo de sua adolescência.
- Desejo um paladar menos sofisticado.
Invejo as pessoas que se demonstraram mais ordinárias.
Nada além de coelhos, formigas ou cachorros.
Todos travestidos de gente.
Rindo um sorriso que rasga a boca.
Sincero.
Um deus-vagina, aventuras no estrangeiro, abraços de pessoas agradecidas pela minha música.
E eu pensando no Programa Sílvio Santos.