O óbvio me causa calafrios.
Penso no desenrolar de tudo e o que mais assusta é a maneira inexorável com a qual sempre se caminha para os finais mais evidentes. Os sonhos infantis, as revoltas adolescentes e a passividade adulta. Tudo perpassado por esse gosto humano pelo divino.
Continuo vendo tudo de fora, por mais que tenha tentado ver de dentro. Mas já faz tempo que aprendi viver olhando, como um urubu, a carniça horrorosa. E eu como apenas para satisfazer a fome. Pois essa carniça não me causa nenhum tipo diferente de sensação na língua. Só fome.
E eu sonhava em ser faquir...
Tudo tão óbvio. E deprimente até a medula.
Pessoas, pessoas, pessoas... Progressões aritméticas são menos óbvias.