Não gosto muito de "citações filosóficas", pois elas sempre me parecem empobrecedoras, me lembram um pouco auto-ajuda. Acho que isso tem a ver com o fato de eu ter lido a tese hegeliana sobre a história da filosofia no primeiro semestre da faculdade (que eu terminei agora! êêêêêê!). Mas nesses últimas dias duas citações têm se mostrado muito oportunas. A primeira eu li no imã de uma geladeira (!): "Pessoas normais pensam em coisas, pessoas inteligentes pensam em idéias, pessoas mesquinhas pensam em pessoas" (Platão). Me vejo sendo esses três tipos de pessoa, e isso me ajuda muito no que um amigo meu chama de "orientação". A segunda é do Nietzsche (O Eterno Retorno): "Homem! Tua vida inteira, como uma ampulheta, será sempre desvirada outra vez e sempre escoará outra vez - , um grande minuto detempo no intervalo, até que todas as condições, a partir das quais vieste a ser, se reúnam outra vez no curso circular do mundo. E então encontrarás cadda dor e cada prazer e cada amigo e inimigo e cada esperança e cada erro e cada folha de grama e cada raio de sol outra vez, a inteira conexão entre as coisas." É ótimo perceber-se dentro desse eterno retorno e saber situar-se aí, tirar proveito de forma inteligente desse contínuo de forças que se estendem no tempo infinito. Triste é esperar Godot, cometer as mesmas bobagens, alimentar as mesmas esperanças sem se dar conta no papel que temos em tudo isso. A frustração é inequívoca nesses casos. Brecht, mais uma vez nos abençoe. Amém.
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