Quando acorda quer agarrar o dia
pelos chifres e abatê-lo
a sangue frio. com as mãos
levantar o coração pulsante
e esfregar o sangue no rosto
e em lençóis brancos
demais.

Quer que o dia se estenda
para ver cores só ali possíveis
dourados mágicos. gostos doces.
ouve, no meio, lá dentro
ressoando como bronze
por anos.
embalando
os sonhos.

se rasgam. prologando a manhã
que bate lá fora.
incessantemente.
sem dó.

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